Filosofia (barata) de Vida!

"Ninguém dá nada a ninguém", "na natureza nada se cria, tudo se transforma" e outros ditados que tais ditam a natureza da minha dissertação hoje. Eu tento levar uma vida regrada, poupo onde posso, mantendo a minha saúde e carteira livres de despesa. Se pensarmos bem, tudo o que fazemos na vida tem um preço, claro que colhemos os seus benefícios mas nada é de borla. Tudo gira à volta de sensações, de bem estar é claro.


Eu não fumo, só vejo motivos para não o fazer e a sensação que daí poderia advir não me parece compensar o que teria de dar em troca e receber, gastar dinheiro, receber mau hálito, manchas nos dentes e uns pulmões cancerosos. Já experimentei um cigarro uma vez quando estava de férias, não por pressão de outros, mas porque quis saber qual a sensação. Não achei nada de especial e mesmo que achasse não ficaria viciado nisso (sou muito forreta para gastar dinheiro nessas coisas!), e embora não esteja particularmente interessado em viver muito tempo, quero que essas migalhas de tempo sejam de qualidade. Não quero gastar guito em medicamentos e andar a comprimidos.

Também não bebo, bem...de vez em quando ao domingo, degusto um copo de vinho tinto ao almoço, mas só porque faz bem ao coração (dizem). Detesto qualquer outra bebida, como por exemplo, a cerveja (vulgo - mijo), porque não quero dar pedaços da minha saúde em troca e não me apetece fazer de cirroses e comportamentos idiotas assunto de conversas de chacha nas poucas vezes que me encontro com família e amigos. Será que a sensação bêbada de frescura e alegria compensa tudo o que se dá paga por uma mísera bebida? "Cada cabeça cada sentença". A mim o que me mata a sede é água, e embora alguns considerem desperdício e só (in)digno de elites beber água engarrafa, sou incapaz de o fazer a partir de uma torneira. Dou de bom grado uns míseros cêntimos só pelo prazer de beber uma água. Nada de refrigerantes açucarados, gaseificados, sobre valorizados e outros adjectivos que tais.

Comer, isso como, mas bem, não muito, só o suficiente, de preferência em casa. Sei que devemos evitar carnes vermelhas e batatas fritas, mas a sensação maravilhosa de comer um bom bife com batatas fritas, arroz, ovo a cavalo, ovos mexidos com gambas para acompanhar... Acho que compensa o momêntaneo aumento de colesterol e gordura. Claro que tais banquetes são raros, talvez uma vez por semana, às vezes nem tanto. Sou disciplinado, a tal ponto que o meu estômago já detecta quando ingiro porcarias (vulgo - hamburgueres e merdas do género) e dá sinal aos intestinos para libertarem o devido aviso (sonoro e/ou olfactoso) . Sei que não comi o que devia quando tenho noites "complicadas". Eu e a minha companheira... Não há nada de borla...

Também não digo asneiras, pelo menos tento evitá-lo. Não sei o que se dá em troca, talvez alguma inocência espiritual, mas dispenso essas sensações de extravasar sentimentos com palavras indignas do vocabulário português. Outros dirão que todos os palavrões fazem parte do vernáculo e toda a palavra deve ser uma celebração do avanço da humanidade. Foda-se, caiu-me o cigarro dentro do copo de whisky?!! Bem...tem a sua piada...

Agora apliquem a filosofia do deve e do haver a tudo nesta vida e chegamos à conclusão que até quando se dá algo a um mendigo à porta de uma igreja ou a um arrumador nalgum parque obscuro de automóveis se obtêm em troca a devida sensação de gratificação ou de injustiça. Trabalhamos a vida inteira para gozar da sensação de descanso na reforma, e até lá? Eu por mim...

A nossa vida gira à volta de sensações e pode ser julgada em funções delas. Eu tento sempre ter boas sensações, físicas, morais e espirituais. Chamem-lhe karma, Chi, ou necessidades fisiológicas do espírito, contradições ou hipocrisias, nada se cria, nada se perde, são tudo trocas e baldrocas!

Sejam felizes senhores!

Rivais sem fronteiras

"Rivais sem fronteiras"
"ANIMAÇÃO NO OLIVAL COM DESAIRE DO BENFICA"

"Vivem-se dias felizes no Olival. O FC Porto atravessa um animador ciclo de resultados, mas não é insensível à desgraça alheia. A rivalidade com o Benfica extrapola fronteiras e, ontem, foram indisfarçáveis as reacções à humilhação encarnada diante do Olympiacos.

O gesto de Wil Coort (utilizou os dedos para "mostrar" um 5-1), quando se encaminhava para junto dos colegas da equipa técnica, é elucidativo do regozijo azul e branco. Imperou a boa disposição nas conversas que antecederam o treino, sempre com o jogo da véspera em pano de fundo.

Dificilmente se poderia perspectivar, de resto, que os portistas se revelassem pesarosos pelo desaire encarnado. À histórica rivalidade junta-se a total desavença entre direcções (não há qualquer tipo de contactos) e, no Dragão, ninguém esquece a novela europeia que aqueceu o defeso, quando o Benfica se movimentou na UEFA para afastar o FC Porto da Liga dos Campeões.

A batalha de Nyon está fresca e, por isso, ninguém escondeu o riso motivado pela surpreendente humilhação dos encarnados, que praticamente afasta a turma da Luz da fase seguinte da prova continental, em claro contraste com a campanha dos dragões, que já confirmaram a sua presença nos oitavos-de-final da Champions.

No plantel, registe-se a amizade que une Farías a Galletti, o homem que abriu a contagem em Atenas. “Ainda estou à espera que Tecla me ligue a dar os parabéns”, disse-nos o jogador do Olympiacos."


Autor: ANDRÉ VIANA
Data: Sabado, 29 Novembro de 2008 - 08:06

Artigo do Record: http://www.record.pt/noticia.asp?id=814024&idCanal=17

Eu bem tentei comentar este artigo mas para variar esse "jornal online" nunca passa os meus comentários. Para quem não conhece, o "Record" é um jornal sediado em Lisboa. Não me vou alongar com considerações pessoais sobre o dito cujo, pois não quero influenciar ninguêm "negativamente" contra o dito magazine!

O artigo de opinião, caso não se recordem saiu naquela semana fatídica onde o Sporting perdeu em casa com o Barcelona por 2-5, o Benfica perdeu na Grécia por 5-1 e a selecção foi goleada no Brasil por 6-2 (se não me engano). O FC Porto ganhou 1-2 ao Fenerbache (não liguem aos erros) e assegurou a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões, mas como isso é "normal" não mereceu destaque por parte dos jornais.

Agora que o artigo foi contextualizado, resta-me escrever a minha modesta opinião sobre ele. Penso que é uma afronta, um insulto, uma tentativa de fabulação digna de um Ricardo Costa (Presidente do CD). Com base numa foto do treinador de Guarda-Redes do FC Porto, o colunista chegou à conclusão que há alegria no Olival porque o Benfica perdeu. Não foi porque assegurou a passagem aos 8's da Champions, nada disso, nem por ter derrotado o Sportinga na eliminatória da Taça de Portugal nem ter ganho ao Guimarães, nem pensar. É porque o Benfica é o centro de tudo, pelo menos assim o colunista o pensa.

E por falar em Rivais sem Fronteiras, basta fazer uma pequena pesquisa das ultimas capas do "Record" para verificar que o nome do FC Porto só é capa quando perde ou quando aparece algum jogador ressabiado que tem algo mau de dizer sobre o Porto. Afinal quem é que "goza" com os desaires dos outros? Quando até o Cartaxana diz que têm mentido aos benfiquistas para vender jornais, está tudo dito.

O facto do "Record" só falar dos clubes de Lisboa, não me aquece nem arrefece. São opções editoriais que me ultrapassam. Agora virem com estes artigos incendiários, a inferiorizar pessoas com base em sei lá o quê, não me parece correcto. Dizem voçes, "então e vem este tipo dizer mal do "Record" (a minha bíblia) e conspurcar a imagem do profeta da verdade o Ricardo Costa, e ainda mandar bitaites sobre inferiorizar sei lá quem?".

Temos Pena!

O meu aloquete senhor!

Este país está muito em baixo. Assisti em directo à segunda-feira negra da bolsa. Vi os títulos a descer 10 a 15 por cento. Felizmente que tinha aliviado o meu portfolio uns dias antes, senão com o "pânico" provavelmente teria me livrado dos títulos a preço da chuva. Também assisti depois à recuperação da bolsa, com o anúncio lá dos states, a psicologia de mercado é muito engraçada! Foi uma semana insólita para mim. Cada vez me sinto mais inconformado com o que se passa neste pequeno país. Fui depositar uns cheques, estava dentro do banco, e entra um tipo a pedir dinheiro para comprar um pão. Nem olhei para ele disse um "não" seco e breve. Qualquer resquício de culpa que pudesse ter desvaneceu-se com as asneiras que o senhor cuspiu entre-dentes após a minha resposta.

Depois no ginásio onde ando, levei duas toalhas para a zona do "spa" (tem lá banho turco, sauna, etc e tal), e quando as fui buscar só lá tinha uma. Ou levaram por engano ou roubaram-ma. Passou uma semana e ninguém a entregou na recepção, tirem as vossas conclusões. Mais grave do que a minha toalha de 4 euros, não sei como, perdi o meu aloquete na vez a seguir que fui ao ginásio e também ainda não o recuperei, no entanto, mistério dos mistérios, vi um igualzinho a trancar o armário em frente ao qual eu fiquei hoje. Que fazer? Será que deveria ter esperado pelo senhor e perguntado? Aloquetes são como os chapéus, há imensos, especialmente num balneário, mas estava mesmo em frente ao sítio onde estava, como não ver uma coincidência maquiavélica da providência? As pessoas devem reagir, se virem alguêm a fumar nalgum sítio proibido devem dizer, se virem alguêm a ser agredido devem intervir, se virem injustiças devem "gritar". Não quero ser um "calimero", já temos demasiados! O raio do aloquete após este esbracejar mental configura-se como um sinal que me martela a consciência e me deixa ainda mais inconformado.

Quero o meu aloquete de volta!!!

Quinta da Fonte!

Há uns 20 anos atrás, quando ainda era um petiz, e com propensão à rebeldia e mau comportamento (não comer sopa, trancar prima na despensa, desarrumar brinquedos, e outras coisas que tais), a minha avó dizia que eu era um terrorista e às vezes até cigano. Claro que na altura terrorismo não era problema e não fazia ideia o que raio era um cigano. Agora como é que defino um cigano? Vendem nas feiras produtos roubados ou falseados, andam sempre de negro, cultura totalmente diferente da nossa, apátridas? Cigano só conheço um, Quaresma, actual jogador do porto (parece que não por muito mais tempo). Histórias conheço muitas, assaltos por grupos de ciganos, vão a hipermercados tropeçar em garrafas de azeite, fazer uma luxação numa perna para poder ganhar algum (o continente por exemplo tem seguros contra esse tipo de coisas), saltam para frente de um carro dalgum condutor incauto, para sacar algumas massas. Já ouvi essas histórias todas e não foi na televisão, aconteceram mesmo. Talvez esteja condicionado para não ter uma opinião muito abonatória acerca dos ciganos, mas só ouço contar histórias más sobre eles. Também não conheço ninguém que se dê ao trabalho de relatar episódios representativos do seu "lado solar".

Também sou da opinião que toda a gente tem direito à felicidade, desde que não seja à custa dos outros é claro. Não conheço o bairro da Fonte embora já tenha passado por Loures. O que sei é que onde há uma alta concentração de ciganos geralmente há problemas, e atravesso para o outro lado da rua se vir um grupo de ciganos mais à frente. Claro que me refiro a grupos de aspecto marginal, tipos com notório mau aspecto.

Pelo que vem relatado nos media, nesse bairro existe um confronto entre grupos ciganos e grupos africanos pelo controlo do tráfico de droga, mas quem quer sair do bairro são as famílias ciganas. A opinião que é transmitida cá para fora é que eles querem casas novas num bairro mais aprazível e os outros que se "lixem". Parece que vivem num mundo à parte mas querem gozar dos privilégios de estarem integrados na nossa sociedade.

Claro que o governo não pode nem deve ceder. As pessoas têm que resolver os seus problemas em conjunto, com diálogo. Mas as autoridades têm que aniquilar esses grupos armados, como? Infiltrem-se, arranjem informadores, que façam o que devem fazer. Uma bala perdida pode matar alguém (se é que já não o fez), e aí cai o Carmo e a Trindade, vem o governo choramingar para a praça pública. Mais vale prevenir do que remediar.

Look for Maddie!

O que diz um português comum, sabem aqueles sem tempo de antena, os da maioria silenciosa, tu, eu, e aquele ali da esquina, o que dizemos "nós" quando uma criança estrangeira vale mais do que uma portuguesa? O que dizemos nós quando são dedicados meses e meses de barulho sobre uma criança inglesa? Note-se que é um país rico, nosso parceiro, não em pé de igualdade, pois é óbvio que possui um peso político e económico infinitamente maior do que o nosso. Por solidariedade com os nossos irmãos ingleses, deveríamos talvez apoiar, quiçá aumentar o já vasto pecúlio do fundo para encontrar a criança com as nossas miseráveis economias. Sendo o nosso país possuidor de uma incrível fonte de gente boa e ingénua (no bom sentido), não duvido que muitas rezas tenham sido proferidas e muitos caminhos trilhados em busca da criança, e porventura algumas carteiras tenham ficado mais leves. Talvez muito tenha sido feito pela maioria silenciosa mas pouco dito, e muito tenha sido dito pela minoria barulhenta mas porventura muito pouco feito.

Podemos atribuir aos comentadores, políticos e psicólogos que nos fizeram o favor de nos encher a cabeça de teorias lógicas e absurdas algum mérito?

Não sei mas duvido muito, ouvi muitos disparates, muito veneno espalhado e considero-me inteligente o suficiente para tirar as minhas próprias conclusões sobre o sucedido. Sei que o muito que tenha sido feito pela Maddie deveria ficar atrás do pouco que foi feito pelo Rui Pedro, lembram-se dele? A mãe andou feita perdida por esse país a lembrar o filho, com marchas inconsequentes para os índices das televisões e vendas de jornais.

E além do Rui Pedro, existem muitos outros nomes, e falamos de casos com anos, que já morreram nos media, e "longe da vista, longe do coração"!


NOTA DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL

I. Por despacho com data de hoje (21.07.2008) proferido pelos dois magistrados do Ministério Público competentes para o caso, foi determinado o arquivamento do inquérito relativo ao desaparecimento da menor Madeleine McCann, por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos.

II. Cessa assim a condição de arguido de Robert James Queriol Evelegh Murat, Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy, declarando-se extintas as medidas de coacção impostas aos mesmos.

III. Poderão ter lugar a reclamação hierárquica, o pedido de abertura de instrução ou a reabertura do inquérito, requeridos por quem tiver legitimidade para tal.

IV. O inquérito poderá vir a ser reaberto por iniciativa do Ministério Público ou a requerimento de algum interessado se surgirem novos elementos de prova que originem diligências sérias, pertinentes e consequentes.

V. Decorridos que sejam os prazos legais, o processo poderá ser consultado por qualquer pessoa que nisso revele interesse legítimo, respeitados que sejam o formalismo e limites impostos por lei.


Agora o caso foi arquivado, e com muito feito, pouco feito, muito dito ou pouco dito, sejam os pais culpados ou não, a Maddie e o Rui Pedro estão agora juntos. Mais dois nomes na lista longa de crianças desaparecidas e/ou raptadas.

http://www.findmadeleine.com

http://www.ruipedro.net/

Há uns tempos li uma notícia sobre um detective privado, ou algo do género, que tinha visto fotos com o Rui Pedro a ser abusado. Não me recordo se foi no jornal ou na televisão, mas como é óbvio via-se apenas o suficiente para uma pessoa se sentir fisicamente mal. Não compreendo como é que é possível fazer algo do género. Castração química, prisão perpétua, morte social, pena capital, isso não chega para afastar os abusadores?

O bom, mau e o vilão!

O discurso da tanga de Durão Barroso mudou a mentalidade deste país. O realismo exacerbado instalou-se, bem como a impressão da falta de dinheiro. De consumistas passamos a poupadores de dinheiro que já não temos. O que fazer então para se subir na vida sem muito trabalho? Um bocado de lábia e falta de escrúpulos para dizer mal de quem está à frente é tudo o que uma pessoa necessita. Durão Barroso fez isso, com os resultados que se sabem (ganhou!?).

Não estou a dizer que seja tenha sido um apoiante de Guterres, mas desde aí que quem está na oposição só sabe dizer mal do governo, daí a importância das maiorias absolutas. E daí também o afastamento das pessoas da política, elas não gostam de estar sempre a ouvir que está tudo sempre mal.

Agora que tem isto a ver com o apito dourado? Quando temos um clube que desde há 30 anos consegue ganhar consistentemente, que se livra dos interesses e poderes instalados (e quem quiser falar sobre isso que o faça!), é natural que faça alguns inimigos, neste país pelo menos uns 8 milhões. E quando vemos que em todos esses anos, temos um elemento comum, que é claro Pinto da Costa, o inimigo torna-se ainda mais evidente. Não me vou debruçar sobre a história dele, até porque nem a sei direito, só comecei a seguir o futebol a partir de 2000 e só me apercebi dessa história do sistema quando o Dias da Cunha deu com a língua nos dentes. Só vejo os jogos dos 3 grandes, e sempre vi muitos erros a prejudicar ou a ajudar as equipas (e não quero saber deste ou daquele caso, pois qualquer adepto arranja 2 ou 3 casos para cada caso da equipa rival).

Desde que estourou este "escândalo", que as pessoas foram condicionadas pelos jornalistas e comentadores, alguns dirigentes e outras personagens que tais, a pensar que o futebol sempre foi uma mentira, que é absolutamente impossível ganhar algo tantas vezes sem que haja algo atrás, e que é permitido arrastar o nome das pessoas pela lama, mesmo sem culpa formada. Sabemos também que Valentim Loureiro e todos os envolvidos deveriam de ser ostracizados, irradiados, arrastados até ao centro da praça e enforcados (metaforicamente é claro). Isto tudo até começarem a sair os resultados, parece que afinal não houve corrupção (só abuso de poder, isto até tudo ser arquivado nos próximos recursos), os peritos dizem que os jogos foram arbitrados correctamente, o TIC do Porto desmascarou a Carolina, disse que a famosa escuta da fruta só por mera fantasia e conjectura é que poderia dar azo a algo parecido com corrupção e disse até que a Morgado foi incompetente.

Eu sou pelo uso das escutas, mas qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que é possível tirar muitas coisas fora do contexto, e a mesma coisa pode ser dita de várias maneiras. Uma frase transcrita pode assumir muitos mais sentidos que uma frase ouvida. Como distinguir o sarcasmo, a ironia, a irritação num texto? As pessoas ao telefone não falam como o Saramago pois não? As pessoas não podem "inventar" ao telefone? Não vejo como é possível basear uma condenação em escutas, não as podendo negar, não basta dizer "Estava a brincar!?"?. Os tribunais lêem as transcrições e têm que basear o seu veredicto em provas palpáveis não acham? Se eu disser ao telefone que vou assassinar alguém e não o fizer, prendem-me por "intenção de matar"? Por alguma coisa são necessários muitos requisitos para o uso das escutas (os entendidos que o expliquem!).

Agora como ficam os jornalistas, comentadores e outras personagens que tais, que nos deram a certeza que ia ser tudo limpo, irradiado e exprimido como pus das borbulhas? Uma mentira dita muitas vezes parece que se torna verdade e agora os maus das fitas são os juízes, os advogados, enfim, a justiça, que não foi assim tão popular como muita gente queria, como se condenar alguém seja algo para levar de animo leve.

As decisões que têm saído dos tribunais só nos dizem uma coisa, o futebol não era nem é assim tão mau como o pintam, e os profetas da desgraça como o comentador Rui Santos, o Dias da Cunha, ou o Luís Filipe Vieira (todos por motivos diferentes) e os pasquins desportivos têm que começar a vender o seu peixe de maneira diferente.

Este é o país das "Marias", das "Caras", dos "Morangos com açúcar", em suma, das novelas, do oportunismo e de dizer mal de quem está por cima. Temos cada vez mais pobres, mais miséria, e muita ignorância. É fácil dizer mal e muito difícil fazer bem e ser-se competente. É triste estarmos na cauda da Europa, sobretudo quando temos uma história como a nossa.

Não votei no Barroso, e tenho asco a quem só diz mal só com o intuito de ganhar protagonismo e ganhar a simpatia dos infelizes deste país, que são muitos, até eu às vezes caio nessa armadilha. Eu gosto de futebol e não serão as suspeitas, não provadas, lançadas por quem não ganha que me vai tirar esse gosto.

A ascenção do André.

Os Portugueses já estão mais que habituados a viver com a mediocridade com que os nossos estimados líderes nos têm vindo a brindar desde que...